Engenharia Química da FEI comemora 60 anos com encontro de ex-alunos

Com mais de 2 mil engenheiros químicos formados, o curso foi o primeiro a ser criado por uma instituição não-governamental e o terceiro no Brasil.

São Bernardo do Campo, 28 de março de 2006 – No dia 8 de abril, mais de 2 mil engenheiros químicos formados pelo Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana) têm um encontro especial no campus São Bernardo. Os profissionais, muitos do alto escalão da indústria, irão comemorar os 60 anos de um dos primeiros e mais promissores cursos de Engenharia Química do Brasil, criado para ajudar a suprir as necessidades de expansão da indústria de base que se instalava nos anos 40 no Estado de São Paulo. O encontro, que dá início às comemorações do sexagésimo aniversário do curso, começa às 9h30 e inclui o lançamento do selo alusivo à data.

De uma aula magna, proferida em maio de 1946, na rua São Joaquim, em São Paulo, o curso é considerado hoje um dos principais celeiros de profissionais químicos do País. Entre os ex-alunos, o curso coleciona nomes importantes como o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, o ex-ministro das Comunicações, Sérgio Mota, Renato Kenji Nakaia, diretor presidente da Sakura, e Jorge Rosa, executivo de Projetos da PQU (Petroquímica União).

O curso de Engenharia Industrial Química foi o primeiro curso implantado durante a criação da Faculdade de Engenharia Industrial, que mais tarde passou a oferecer mais seis áreas da Engenharia: Mecânica, Civil, Têxtil, Elétrica, Produção e Metalurgia/Materiais. A antiga Faculdade de Engenharia Industrial, que era mantida pela Fundação de Ciências Aplicadas, esta agora denominada Fundação Educacional Inaciana Pe. Sabóia de Medeiros, foi transformada em departamentos do Centro Universitário.

Com 2 mil engenheiros químicos formados, o curso da FEI foi o primeiro de uma instituição não-governamental e o terceiro a surgir no Brasil, que possui atualmente cerca de 50. "A criação do curso de Engenharia Química foi um marco importante que contribui até hoje para o desenvolvimento econômico e social do Brasil", avalia o professor doutor Marcio Rillo, reitor do Centro Universitário a FEI, ao comentar que o curso atravessa um de seus melhores momentos.

Com uma elevada margem de empregabilidade (85%), forma 40 engenheiros químicos ao ano. "Privilegiamos o desenvolvimento de processos e produtos, e também as pesquisas de iniciação científica", explica Luiz Carlos Bertevello, professor doutor e coordenador do curso, ao acrescentar que o currículo é atento às necessidades da indústria, que busca profissionais capazes de criar e absorver inovações tecnológicas. Além disso, segundo Bertevello, 2/3 do tempo do aluno no curso é gasto em laboratórios, projetos e estágios.

A idade garante privilégios ao curso, que reúne um dos mais elevados níveis de capacitação do corpo docente e atualização de laboratórios. Dos 18 professores, 70% têm doutorado e só este ano mais de R$ 800 mil serão investidos na ampliação do laboratório de combustível, de análise instrumental, termodinâmica e de automação e controle de processos. "A regra no departamento é acompanhar o ritmo de modernização da indústria química", destaca Bertevello.

Vocação - O curso é, também, um dos exemplos da vocação industrial que permeou a criação da Faculdade de Engenharia Industrial, resultado de uma ação conjunta de padres jesuítas e empresários paulistas. Com isso, marcas como Rhodia, Basf, Tintas Coral, Oxiteno, Menver, Solplas, Bombril, Magno e Smar estão na lista das parcerias feitas em 60 anos do curso de Engenharia Química da FEI, responsável por importantes pesquisas, como o desenvolvimento do projeto do álcool da mandioca, uma alternativa de fonte energética nos anos 70, e a criação da primeira palha de aço inoxidável do Brasil.

Na linha de pesquisas, o curso de Engenharia Química da FEI realiza estudos sobre  preparação e produção de combustíveis; produção de biodiesel; fracionamento e preparação de gasolina automotiva; purificação de óleos vegetais comestíveis; desenvolvimento de embalagens alimentícias de pvc; avaliação e análise de risco em processos industriais; aproveitamento energético em processos; purificação de enzimas vegetais; desenvolvimento de materiais poliméricos com aplicações nas áreas de autopeças e embalagens; e automação e controle de processos industriais, com aplicação de inteligência artificial e controle convencional.

Primeiro Encontro de Ex-Alunos do Curso de Engenharia Química da FEI

Dia 8 de abril, às 9h30

Campus São Bernardo: avenida Humberto de Alencar C.Branco, 3972, b.Assunção.

 

Companhia de Imprensa

Maria do Socorro Diogo e Andreza Rodrigues

PABX (11) 4435-0000

A FEI - www.fei.edu.br - Mantido pela Fundação Educacional Inaciana "Pe. Sabóia de Medeiros", o Centro Universitário da FEI agrega as antigas marcas históricas de ensino superior de São Paulo: Faculdade de Engenharia Industrial, Escola Superior de Administração de Negócios e a Faculdade de Informática. Com campi em São Bernardo e São Paulo, o Centro Universitário da FEI oferece os cursos de graduação em Administração, Ciência da Computação e Engenharia nas áreas Civil, Elétrica com ênfase em Eletrônica, Computadores e Telecomunicações, Mecânica, Mecânica com ênfase em Automobilística, Materiais, Química, Produção e Têxtil, além de cursos de especialização, aperfeiçoamento e extensão, ministrados pelo IECAT (Instituto de Especialização em Ciências Administrativas e Tecnológicas). Além destes cursos, a FEI oferece pós-graduação strictu senso (mestrado) em Engenharia Elétrica. Há também o IPEI (Instituto de Pesquisas e Estudos Industriais), responsável pela interação da FEI com o setor produtivo. A FEI é filiada à ABRUC (Associação Brasileira das Universidades Comunitárias).

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